segunda-feira, 17 de novembro de 2014
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Hitórico da Ave Maria
Paulo Corrêa de Brito Filho
A Ave Maria é a prece mariana por antonomásia. Para se chegar à formulação da Ave
Maria atual, foi necessário percorrer um caminho de muitos séculos.
Essa oração é composta de duas partes. A primeira consta de uma dupla saudação extraída do Evangelho:
1 – A saudação do Arcanjo Gabriel, enviado por Deus a fim de anunciar a divina maternidade de Maria: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1, 28);
2 – A saudação de Santa Isabel, prima de Nossa Senhora, que, inspirada pelo Espírito Santo, proclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre” (Lc 1, 42). A essas duas saudações foram acrescidas duas palavras para que elas fossem mais distintamente enunciadas (Maria, Ave-Maria...) e Jesus (de teu ventre, Jesus)।
A segunda parte da oração contém uma súplica।
Os teólogos apresentam diversas razões de conveniência para que a Anunciação a Maria Santíssima tenha sido feita por um anjo. Dentre elas, duas podem ser aduzidas:
1 – Como a virgindade é conatural aos anjos, foi conveniente que um deles recebesse a missão de fazer esse anúncio a Maria, a qual, vivendo em carne, levava uma vida verdadeiramente angélica (cfr. Santo Tomás de Aquino, Suma teológica, III, q. 30, a, 2, c.);
2 – O anjo — e não o homem, maculado pelo pecado original — era o legado mais apto e conveniente para ser enviado à puríssima Virgem, isenta, como os anjos, de toda a culpa.
Quando começaram os primeiros cristãos a saudar a Santíssima Virgem com as palavras do anjo ou de Santa Isabel? Provavelmente, quando tiveram em mãos o Evangelho de São Lucas.
O primeiro documento escrito em que aparece o uso da saudação do anjo é a Homilia de um certo Theodoto Ancyrani, falecido antes do ano 446. Nela é explicitamente afirmado que, impelidos pelas palavras do anjo, dizemos: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo”.
Quanto à saudação de Santa Isabel, aparece ela unida à do anjo por volta do século V. As duas saudações conjugadas já se encontram nas liturgias orientais de São Tiago (em uso na Igreja de Jerusalém), de São Marcos (na Igreja Copta) e de São João Crisóstomo (na Igreja de Constantinopla).
Na Igreja latina, entretanto, as referidas saudações aparecem pela primeira vez unidas aproximadamente no século VI, em obras de São Gregório Magno.
O nome Maria foi acrescentado às palavras do anjo, no Oriente, por volta do século V, segundo parece, na liturgia de São Basílio; no Ocidente, porém, parece que isto ocorreu aproximadamente no século VI, figurando numa das obras de São Gregório Magno, o Sacramentário Gregoriano.
O nome Jesus foi acrescido às palavras de Santa Isabel provavelmente um século depois, no Oriente, figurando pela primeira vez em certo Manual dos Coptas, talvez no século VII; no Ocidente, todavia, o primeiro documento que registra o nome do Redentor é a Homilia III sobre Maria, mãe virginal, de Santo Amedeo, Bispo de Lausanne (Suíça) (aproximadamente em 1150), discípulo de São Bernardo. Nos mencionados documentos, ao nome Jesus encontra-se adicionada a palavra Christus.
A segunda parte da prece (Santa Maria, etc.), a súplica, já era empregada na Ladainha dos Santos. Em determinado código do século XIII, da Biblioteca Nacional Florentina, que já pertencera aos Servos de Maria do Convento da Beata Maria Virgem Saudada pelo Anjo, em Florença, lê-se esta oração: “Ave dulcíssima e imaculada Virgem Maria, cheia de Graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, mãe da graça e da misericórdia, rogai por nós agora e na hora da morte. Amém.
Nesta fórmula, faltam somente dois vocábulos: [nós] pecadores e nossa [morte].
A fórmula precisa da Ave Maria, como é rezada hoje, encontra-se pela primeira vez no século XV, no poema acróstico do Venerável Gasparini Borro, O.S.M. (+ 1498).
A segunda parte da Ave Maria foi sempre rezada em caráter privado pelos fiéis até o ano de 1568, quando o Papa São Pio V promulgou o novo Breviário Romano, no qual figura a fórmula do referido Venerável Gasparini Borro, sendo estabelecida solenemente sua recitação no início do Ofício Divino, após a recitação do Pai Nosso e prescrita para todos os sacerdotes। Depois de um século a mencionada fórmula, sancionada pelo Sumo Pontífice, difundiu-se, de fato, em toda a Igreja universal.
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Biografia:
1. Pe. Gabriel M. Roschini O.S.M., Mariologia, tomus II, Summa Mariologiæ, Pars III, De singulari cultu B.M.V., secunda editio, Ângelus Belardetti Editor, Romæ, 1948.
2. D. Gregório Alastruey, Tratado de la Virgen Santíssima, Biblioteca de Autores Cristianos (BAC), 4ª edição, Madrid, 1956.
segunda-feira, 19 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
O artigo abaixo, que transcrevemos com a finalidade de servir de tema de meditação nestes dias da Quaresma, foi escrito pelo Prof. Plinio e publicado na edição de 30-3-1947 de "O Legionário"
A verdadeira piedade deve impregnar toda a alma humana, e portanto também deve despertar e estimular a emoção. Mas a piedade não é só emoção, e nem mesmo é principalmente emoção. A piedade brota da inteligência, seriamente formada por um estudo catequético cuidadoso, por um conhecimento exato de nossa Fé, e portanto das verdades que devem reger nossa vida interior. A piedade reside ainda na vontade. Devemos querer seriamente o bem que conhecemos. Não nos basta, por exemplo, saber que Deus é perfeito. Precisamos amar a perfeição de Deus, e portanto devemos desejar para nós algo dessa perfeição: é o anseio para a santidade.
"Desejar" não significa apenas sentir veleidades vagas e estéreis. Só queremos seriamente algo quando estamos dispostos a todos os sacrifícios para conseguir o que queremos. Assim, só queremos seriamente nossa santificação e o amor de Deus quando estamos dispostos a todos os sacrifícios para alcançar esta meta suprema. Sem esta disposição, todo o "querer" não é senão ilusão e mentira. Podemos ter a maior ternura na contemplação das verdades e mistérios da Religião: se daí não tirarmos resoluções sérias, eficazes, de nada valerá nossa piedade.
Não basta acompanhar Nosso Senhor em Sua Paixão*
É o que se deve dizer especialmente nos dias da Paixão de Nosso Senhor. Não nos adianta apenas acompanhar com ternura os vários episódios da Paixão. Isto seria excelente, não porém suficiente. Devemos dar a Nosso Senhor, nestes dias, provas sinceras de nossa devoção e amor.
Estas provas, nós as damos pelo propósito de emendar nossa vida e de lutar com todas as forças pela Santa Igreja Católica.
A Igreja é o Corpo Místico de Cristo. Quando Nosso Senhor interpelou São Paulo no caminho de Damasco, perguntou-lhe: "Saulo, Saulo, por que me persegues?". Saulo perseguia a Igreja. Nosso Senhor lhe dizia que era a Ele mesmo que Saulo perseguia.
Se perseguir a Igreja é perseguir a Jesus Cristo, e se hoje também a Igreja é perseguida, hoje Cristo é perseguido. A Paixão de Cristo se repete de algum modo também em nossos dias.
Atentando-se contra a Igreja, atenta-se contra Cristo
Como se persegue a Igreja? Atentando contra os seus direitos ou trabalhando para dela afastar as almas. Todo ato pelo qual se afasta da Igreja uma alma é um ato de perseguição a Cristo. Toda
alma é, na Igreja, um membro vivo. Arrancar uma alma à Igreja é arrancar um membro ao Corpo Místico de Cristo. Arrancar uma alma à Igreja é fazer a Nosso Senhor, em certo sentido, o mesmo que a nós nos fariam se nos arrancassem a menina dos olhos.
Se queremos, pois, condoer-nos com a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, meditemos sobre o que Ele sofreu nas mãos dos judeus, mas não nos esqueçamos de tudo quanto ainda hoje se faz para ferir o Divino Coração.
E isto tanto mais quanto Nosso Senhor, durante Sua Paixão, previu tudo que se passaria depois. Previu, pois, todos os pecados de todos os tempos, e também os pecados de nossos dias. Ele previu os nossos pecados, e por eles sofreu antecipadamente. Estivemos presentes no Horto como algozes, e como algozes seguimos passo-a-passo a Paixão até o alto do Gólgota.
Arrependamo-nos, pois, e choremos.
A Igreja, sofredora, perseguida, vilipendiada, aí está a nossos olhos indiferentes ou cruéis. Ela está diante de nós como Cristo diante de Verônica. Condoamo-nos com os padecimentos dela. Com nosso carinho, consolemos a Santa Igreja de tudo quanto ela sofre. Podemos estar certos de que, com isto, estaremos dando ao próprio Cristo uma consolação idêntica à que Lhe deu Verônica.
Rejeitar a Fé é expulsar de sua alma a Jesus Cristo
Comecemos pela Fé. Certas verdades referentes a Deus e a nosso destino eterno, podemos conhecê-las pela simples razão. Outras, conhecemo-las porque Deus no-las ensinou. Em sua infinita bondade, Deus se revelou aos homens no Antigo e Novo Testamento, ensinando-nos não apenas o que nossa razão não poderia desvendar, mas ainda muitas verdades que poderíamos conhecer racionalmente, mas que por culpa própria a humanidade já não conhecia de fato.
A virtude pela qual cremos na Revelação é a Fé. Ninguém pode praticar um ato de Fé sem o auxílio sobrenatural da graça de Deus. Essa graça, Deus a dá a todas as criaturas e, em abundância torrencial, aos membros da Igreja Católica. Essa graça é a condição da salvação nossa. Nenhum chegará à eterna bem-aventurança, se rejeitar a Fé. Pela Fé, o Espírito Santo habita em nossos corações. Rejeitar a Fé é rejeitar o Espírito Santo, é expulsar de sua alma a Jesus Cristo.
Incredulidade por culpa própria, culpa mortal
Vejamos agora, em torno de nós, quantos católicos rejeitam a Fé. Foram batizados, mas no curso do tempo perderam a Fé. Perderam-na por culpa própria, pois ninguém perde a Fé sem culpa, e culpa mortal. Ei-los que, indiferentes ou hostis, pensam, sentem e vivem como pagãos. São nossos parentes, nossos próximos, quiçá nossos amigos! Sua desgraça é imensa. Indelével, está neles o sinal do Batismo. Estão marcados para o Céu, e caminham para o inferno. Em sua alma redimida, a aspersão do Sangue de Cristo está marcada. Ninguém a apagará. É de certo modo o próprio Sangue de Cristo que eles profanam, quando nessa alma resgatada acolhem princípios, máximas, normas contrárias à doutrina da Igreja. O católico apóstata tem algo de análogo ao sacerdote apóstata. Arrasta consigo os restos de sua grandeza, profana-os, degrada-os e se degrada com eles. Mas não os perde.
E nós? Importamo-nos com isto? Sofremos com isto? Rezamos para que essas almas se convertam? Fazemos penitências? Fazemos apostolado? Onde nosso conselho? Onde nossa argumentação? Onde nossa caridade? Onde nossa altiva e enérgica defesa das verdades que eles negam ou injuriam?
O Sagrado Coração sangra com isto. Sangra pela apostasia deles e por nossa indiferença. Indiferença duplamente censurável, porque é indiferença para com nosso próximo e sobretudo indiferença para com Deus.
Uma grande conspiração de Satanás e seus obreiros
Quantas almas, no mundo inteiro, vão perdendo a Fé? Pensemos no incalculável número de jornais ímpios, rádio-emissões ímpias de que diariamente se enche o orbe. [Convém ressaltar que o autor escreve em 1947, quando o mundo ainda não estava inteiramente assolado pela depravação moral exercida pela televisão, pela Internet etc., que nos dias contemporâneos inundam os lares com todo tipo de imoralidade. O que diria ele, por exemplo, das novelas e de programas televisivos, que em nossos dias são apresentados?] 
Pensemos nos inúmeros obreiros de Satanás que, nas cátedras, no recesso da família, nos lugares de reunião ou diversão, propagam idéias ímpias. De todo esse esforço, quem há de admitir que nada resulte? Os efeitos de tudo isto estão diante de nós. Diariamente as instituições, os costumes, a arte se vão descristianizando, indício insofismável de que o próprio mundo se vai perdendo para Deus.
Não haverá em tudo isto uma grande conjuração? Tantos esforços harmônicos entre si, uniformes em seus métodos, em seus objetivos, em seu desenvolvimento, serão mera obra de coincidências? Onde e quando intuitos desarticulados produziram articuladamente a mais formidável ofensiva ideológica que a História conhece, a mais completa, a mais ordenada, a mais extensa, a mais engenhosa, a mais uniforme em sua essência, em seus fins, em seu evoluir?
Não pensamos nisto. Nem percebemos isto. Dormimos na modorra de nossa vida de todo dia. Por que não somos mais vigilantes? A Igreja sofre todos os tormentos, mas está só. Longe, bem longe dela cochilamos. É a cena do Horto que se repete.
A bem dizer, a Igreja nunca teve tantos inimigos; e, paradoxalmente, nunca teve tantos "amigos". Ouçamos os espíritas: dizem que não movem guerra nenhuma à religião; e ao catolicismo, menos ainda do que a qualquer outra. Entretanto, a vida de todos eles, comunistas, espíritas, protestantes, não é desde a manhã até à noite outra coisa, senão uma conspiração contra a Igreja. Também eles têm os lábios prontos para o ósculo, embora em sua mente já hajam decidido, de há muito, exterminar a Igreja de Deus.
Que uso fazemos do dom da Fé que possuímos?
E entre nós? Esta Fé que tantos combatem, perseguem, atraiçoam, graças a Deus nós
a possuímos.
Que uso fazemos dela? Amamo-la? Compreendemos que nossa maior ventura na vida consiste em sermos membros da Santa Igreja, que nossa maior glória é o título de cristão?
Em caso afirmativo - e quão raros são os que poderiam em sã consciência responder afirmativamente -, estamos dispostos a todos os sacrifícios para conservar a Fé?
Não digamos, num assomo de romantismo, que sim. Sejamos positivos. Vejamos friamente os fatos. Não está junto de nós o algoz que nos vai colocar na alternativa da cruz ou da apostasia. Mas todos os dias a conservação da Fé exige de nós sacrifícios. Fazemo-los?
Será bem exato que, para conservar a Fé, evitamos tudo que a pode pôr em risco? Evitamos as leituras que a podem ofender? Evitamos as companhias nas quais ela está exposta a risco? Procuramos os ambientes nos quais a Fé floresce e cria raízes? Ou, em troca de prazeres mundanos e passageiros, vivemos em ambientes em que a Fé se estiola e ameaça cair em ruínas?
Temos coragem de divergir das idéias erradas?
Todo homem, pelo próprio fato do instinto de sociabilidade, tende a aceitar as opiniões dos outros. Em geral, hoje em dia, as opiniões dominantes são anticristãs. Pensa-se contrariamente à Igreja em matéria de filosofia, de sociologia, de história, de ciências positivas, de arte, de tudo enfim. Os nossos amigos seguem a corrente. Temos nós a coragem de divergir? Resguardamos nosso espírito de qualquer infiltração de idéias erradas? Pensamos com a Igreja em tudo e por tudo? Ou contentamo-nos negligentemente em ir vivendo, aceitando tudo quanto o espírito do século nos inculca, e simplesmente porque ele no-lo inculca?
É possível que não tenhamos enxotado Nosso Senhor de nossa alma. Mas como tratamos este Divino Hóspede? É Ele o objeto de todas as atenções, o centro de nossa vida intelectual, moral e afetiva? É Ele o Rei? Ou simplesmente há para Ele um pequeno espaço onde se O tolera, como hóspede secundário, desinteressante, algum tanto importuno?
Almas tíbias: não perseguem a Cristo, mas não O amam
Quando o Divino Mestre gemeu, chorou, suou sangue durante a Paixão, não O atormentavam apenas as dores físicas, nem sequer os sofrimentos ocasionados pelo ódio dos que no momento O perseguiam. Atormentava-O ainda tudo quanto contra Ele e a Igreja faríamos nos séculos vindouros. Ele chorou pelo ódio de todos os maus, de todos os Arios, Nestórios, Luteros, mas chorou também porque via diante de si o cortejo interminável das almas tíbias, das almas indiferentes que, sem O perseguir, não O amavam como deviam.
É a falange incontável dos que passaram a vida sem ódio e sem amor, os quais, segundo Dante, ficavam de fora do inferno, porque nem no inferno havia para eles lugar adequado.
Estamos nós nesse cortejo?
Eis a grande pergunta a que, com a graça de Deus, devemos dar resposta nos dias de recolhimento, de piedade e de expiação em que devemos entrar agora.
terça-feira, 6 de março de 2012
PERSEGUE PADRE PAULO RICARDO
Everth Queiroz Oliveira
Chega ao nosso conhecimento a circulação de uma carta aberta, assinada por alguns religiosos, membros do clero arquidiocesano de Cuiabá e integrantes de outras dioceses mato-grossenses, cujo conteúdo é simplesmente estarrecedor. Na referida carta, são feitas críticas totalmente infundadas à pessoa do padre Paulo Ricardo. Fala-se do sacerdote como “um homem amargurado, fatigado, raivoso, compulsivo, profundamente infeliz e transtornado”, “homem de verbo fácil, de muitos artifícios oratórios e também de muitas falácias e sofismas” e “dono de uma personalidade no mínimo controversa”. No fim da carta, é pedido o afastamento do padre de suas atividades de magistério e até mesmo dos meios de comunicação social (!). A alegação é de que o sacerdote não teria “saúde mental para ser formador de futuros presbíteros”.
O que há de mais nas palavras de padre Paulo? Bom, qualquer examinador ortodoxo não veria nada absurdo em seu discurso, mas há quem fique incomodado com as verdades proferidas pelo sacerdote. Afinal, padre Paulo fala de “padres [que] foram tomados completamente pelo espírito do mundão”, de “padre que não honra a batina porque, aliás, nem usa a batina”, de “padre que deixou de ter fé”, de padres que fazem do pecado um apostolado, um modelo de vida. Todos estes exemplos não são coisas fantasiosas, criadas pela imaginação de padre Paulo. Estes exemplos são reais… E as palavras de Nossa Senhora ao pe. Stefano Gobbi servem para ilustrar a triste situação na qual caíram muitos consagrados do nosso tempo: “Quantas são as vidas sacerdotais e religiosas que se tornaram áridas pelo secularismo que as possui completamente”.
No Brasil, de modo especial, uma das correntes teológicas que têm feito perecer muitos religiosos é justamente a Teologia da Libertação, da qual não nos cansamos de falar, neste espaço. É uma forma de pensamento marxista, que, pondo em relevância a questão social, deixa de lado os mistérios da nossa fé, a transcendência da religião e tudo aquilo que há de sobrenatural na doutrina católica. Este ataque impiedoso ao Cristianismo já recebeu da Igreja uma condenação explícita, mas, mesmo assim, ainda há padres e bispos que insistem em adotar a TL para reger seu rebanho, travestindo de “desejo de comunhão, unidade, amor à Igreja e ao sacerdócio” uma forma de fazer teologia que só tem afastado as pessoas do Evangelho.
Esta carta aberta – “abjeta”, como li em outro lugar – é ridícula; consiste em um ataque escandaloso à figura de um homem que só tem feito bem a inúmeras almas em todo o país. Os católicos brasileiros manifestam o apoio ao riquíssimo trabalho desenvolvido nos últimos anos pelo padre Paulo Ricardo e estão unidos ao sacerdote em oração.
Por que a carta foi escrita? O que aconteceu, afinal?
Em Cuiabá, todos os anos, é realizado um evento católico de grandes proporções, chamado Vinde e Vede. Este ano foi a 26ª edição da festa que recebe, durante sua realização, a presença de vários pregadores religiosos. Entre os pregadores deste ano estava, justamente, o padre Paulo Ricardo. Na Internet, foi divulgado um trecho da pregação ministrada pelo reverendíssimo sacerdote, que foi transcrito pelos autores da supracitada carta aberta. Divulgamos, abaixo, o vídeo:
O que há de mais nas palavras de padre Paulo? Bom, qualquer examinador ortodoxo não veria nada absurdo em seu discurso, mas há quem fique incomodado com as verdades proferidas pelo sacerdote. Afinal, padre Paulo fala de “padres [que] foram tomados completamente pelo espírito do mundão”, de “padre que não honra a batina porque, aliás, nem usa a batina”, de “padre que deixou de ter fé”, de padres que fazem do pecado um apostolado, um modelo de vida. Todos estes exemplos não são coisas fantasiosas, criadas pela imaginação de padre Paulo. Estes exemplos são reais… E as palavras de Nossa Senhora ao pe. Stefano Gobbi servem para ilustrar a triste situação na qual caíram muitos consagrados do nosso tempo: “Quantas são as vidas sacerdotais e religiosas que se tornaram áridas pelo secularismo que as possui completamente”.
No Brasil, de modo especial, uma das correntes teológicas que têm feito perecer muitos religiosos é justamente a Teologia da Libertação, da qual não nos cansamos de falar, neste espaço. É uma forma de pensamento marxista, que, pondo em relevância a questão social, deixa de lado os mistérios da nossa fé, a transcendência da religião e tudo aquilo que há de sobrenatural na doutrina católica. Este ataque impiedoso ao Cristianismo já recebeu da Igreja uma condenação explícita, mas, mesmo assim, ainda há padres e bispos que insistem em adotar a TL para reger seu rebanho, travestindo de “desejo de comunhão, unidade, amor à Igreja e ao sacerdócio” uma forma de fazer teologia que só tem afastado as pessoas do Evangelho.
Esta carta aberta – “abjeta”, como li em outro lugar – é ridícula; consiste em um ataque escandaloso à figura de um homem que só tem feito bem a inúmeras almas em todo o país. Os católicos brasileiros manifestam o apoio ao riquíssimo trabalho desenvolvido nos últimos anos pelo padre Paulo Ricardo e estão unidos ao sacerdote em oração.
Há uma petição pública em apoio ao padre Paulo circulando na Internet; recomendamos a assinatura.
Aqueles que ainda não leram a carta aberta podem acessá-la aqui.
* * *
Leia mais: Padres do Regional Oeste II da CNBB se levantam contra Padre Paulo Ricardo, no Fratres in Unum.
Leia também: Pe. Paulo Ricardo pode ser assassinado!, no blog O Possível e O Extraordinário.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Durante estes quarenta dias os cristãos se unem intimamente aos sofrimentos e a morte de nosso Divino Salvador, a fim de ressuscitarem com Ele para uma
vida nova, nas grandes solenidades pascais.O Jejum
até atingirem os 60 anos. Seria engano pernicioso não reconhecer a utilidade desta mortificação corporal. Seria menosprezar o exemplo de Jesus Cristo, e pecar gravemente contra a autoridade de sua Igreja. O prefácio da Quaresma nos descreve os efeitos salutares do jejum, e aqueles que por motivos justos são dispensados dele, não o estarão do jejum espiritual, isto é, de abster-se de festas, cinemas, teatros, TV, internet, leituras puramente recreativas, etc.
a elas com espírito de dor e arrependimento do coração.
completamente Aleluia, enquanto o Glória só se canta nas festas Santos. Os altares são despojados deis enfeites e o órgão se cala, menos no IV Domingo. No fim das Missas do Tempo, o sacerdote diz: Bendigamos ao Senhor, em vez de: Ite Missa est, para exortar os fieis a perseverarem na oração.sábado, 3 de março de 2012
Na Espanha, as associações e movimentos revolucionários do ateísmo e anticristianismo por um mundo melhor, já estão a levar a sua teoria à prática:
Na foto abaixo observa-se uma Igreja em Barcelona, após incêndio provocado por um grupo ateu.

“A única igreja que ilumina é a que arde. A luta continua”. Mensagens escritas na parede exterior de uma igreja.

“Ardereis como em 36″ Ameaça escrita na parede uma igreja, recordando os feitos dos ateus na Guerra Civil.

Panfleto ” A única Igreja que ilumina é a que arde” , difundido pelas associações ateístas espanholas. O lema está a ser espalhado nas ruas:




“A única igreja que ilumina é a que arde em chamas”


“Esta é a nossa oferta”, reprodução deste cartaz:


Movimento homossexuais espanhol usa o logotipo da igreja a arder nas suas convocatórias de provocação a católicos.

Caixas de fósforos, o merchandising do ateísmo por um mundo mais pacífico

«Oferecemos a nossa oferta particular à Igreja e seus valores: 3 litros de gasolina que arderam iluminando a escuridão da noite.» ( * )

…” assaltaremos as igrejas para vender as suas jóias e incendiar as cruzes. A única igreja que ilumina é a que arde“
«Somos uma frente ideológica para castigar exclusivamente a consciência católica. A “procissão ateia” percorrerá as ruínas das Escolas Pias, incendiadas pela Frente Anarquista Ibérica no início da Guerra Civil Espanhola. Acrescenta o porta-voz dos Ateos en lucha: ”Essa Igreja foi queimada pelo povo de Madrid, na revolta que houve contra a República; para nós é uma referência indispensável.” ( * )
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Meus comentários
Resta agora transmitir esse tipo de post aos cristãos mansos, um tipo específico de cristão cúmplice e conivente em relação a tudo que os neo ateus fazem, e mostrar o que conseguirão para o Brasil se não começarem a REVIDAR ponto a ponto os ataques sofridos na guerra ideológica.Só existem dois tipos de neo ateus: aqueles que tem coragem de partir para a violência (ou financiá-la), e os que ainda não tiveram coragem e/ou meios para isso. Pois o discurso de ódio à religião e aos religiosos é exatamente o mesmo para todos os que seguem Dawkins e cia.Quanto mais se tolera a intolerância neo ateísta, maior o risco deles usarem ou financiarem violência contra os religiosos, pois o pavio já foi aceso há tempos.
domingo, 22 de maio de 2011
firmação que está nessa prece é a mais categórica que pode haver: "Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que alguém, tendo recorrido à vossa proteção, fosse por Vós desamparado".Se nunca se ouviu dizer que alguém fosse desamparado, eu sou alguém e, portanto, pedindo a proteção dEla, não serei desamparado.
E, portanto, tenho o direito, mas também tenho a obrigação, de não desanimar nunca. Por mais que a minha situação seja difícil, por mais que eu esteja aborrecido comigo e me faça censuras justas, se eu pedir Ela que me ajude, Ela me ajudará. Pode demorar mais tempo ou menos tempo, mas a ajuda d’Ela vem.
Nós estamos muito habituados aos sistemas modernos, por exemplo com a luz. Eu preciso de luz, aperto um botão, inundo a sala de luz; se quero trevas para descansar, aperto o botão, a sala toda fica nas trevas. Há assim uma espécie de automatismo, por onde a vontade de cada um se faz inteiramente.
Então ficamos com a idéia de que uma oração é assim também: eu aperto aqui o botão, peço a Nossa Senhora para me ajudar, ela imediatamente fica obrigada a me ajudar na hora em que eu pedi, ou em que estou esperando socorro dEla; se não ajudar nessa hora está tudo perdido, eu desanimei.
É errado. Nossa Senhora é Rainha, Ela é Senhora. Não tratemos uma senhora como se trata uma empregada. A uma empregada podemos querer dizer: "Sirva-me um café", e ela tem que ir para cozinha, preparar o café e trazê-lo. É o papel dela, de fazer a vontade do patrão. Mas Nossa Senhora não, nós é que esperamos a honra de vir a ser servos dEla. É muito diferente, é profundamente diferente.
Ela pode, para o bem de nossa alma, tardar em conceder-nos a graça que estamos esperando. Mas quanto maior for a demora, maior será a graça.
Portanto, a pessoa nunca pode fazer um raciocínio assim: "Nossa Senhora está demorando muito a atender o meu desejo. Isto quer dizer que Ela não está com vontade de atender, então eu vou desanimar". É o contrário, isso quer dizer que Ela está querendo me provar, para dar uma graça muito grande.
Acho indispensável encorajar a todos, de todo modo e a todo preço, a não desani
marem nunca, nunca, nunca. Peçam a Nossa Senhora que ajude, que ajude, que ajude, e rezem o Memorare, que é tão bonito. Não se deve rezar apressadamente, mas dizer a oração palavra por palavra."Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria"
Chama, logo de uma vez, de misericordiosíssima Virgem Maria.
"que nunca se ouviu dizer que tenha alguém recorrido à vossa proteção, implorado a vossa assistência, reclamado o vosso socorro, fosse por Vós desamparado. Animado eu, pois, com igual confiança"
Quer dizer, com a confiança daqueles que estavam no extremo do comprometimento com o pecado, mas que rezaram a Ela, que foram atendidos.
"a Vós, Virgem singular"
Quer dizer, Virgem como ninguém foi virgem, Ela é a Santa Virgem das Virgens. É a alusão ao pecado contra a pureza, Ela é a Virgem das Virgens.
"a Vós recorro e de Vós me valho"
Recorrer é pedir com instância: ajudai-me. Mas me valho de Vós, quer dizer o seguinte: eu alego perante Deus a Vós, dizendo a Ele: "Vós sois meu Pai, tendes o direito de estar zangado comigo, eu bato no peito. Mas Vossa Mãe é minha mãe, e Ela tem para comigo as inclinações, as bondades, as paciências que todas as verdadeiras mães têm para com os seus filhos. Eu espero, portanto, na paciência de Vossa Mãe. Sede paciente para comigo, porque Vossa Mãe o é".
"e gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro a Vossos pés"
Fiquem vendo bem que é um pecador tão pecador, que geme pelos pecados que cometeu. Põe-se ajoelhado diante dos pés dEla.
"não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Verbo de Deus humanado"
Quer dizer, não desprezeis as súplicas deste miserável pecador.
"mas dignai-Vos de as ouvir propícia e alcançar o que Vos rogo. Assim seja".
É uma oração lindíssima.
sábado, 15 de janeiro de 2011
O que é a Verdade?
São João 18,38
Verdade. O que é?
A definição de "Verdade" é "o contrário de erro". Verdade significa estar em harmonia com um fato. É correto. Verdade é ação, é quando a consciência humana concorda com o intelecto. A Verdade é "UMA". Só pode haver uma verdade, Jo 17,17-23. Qualquer variação de uma verdade não é mais verdade, é erro.
A Verdade é uma pessoa. Jesus Cristo disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida", Jo 14,6. Quando DEUS criou cada um de nós, Ele escreveu Sua lei em nossos corações..."Os pagãos, que não têm a lei,
Rom 2,14-15. Leia também Heb 8,10 e Heb 10,16.
É a nossa consciência que examina essas leis. O "livre arbítrio", que nos foi dado quando fomos criados, faz uma decição baseado no que a consciência está lhe dizendo, e o que o intelecto está afirmando. "Livre arbítrio" nos dá a abilidade de tomar as decisões certas ou erradas aos olhos de DEUS. DEUS fez as leis e, repetidamente, nos instruiu a fazer o que é correto, e nos advertiu contra fazer o mal. Se não tivéssemos livre arbítrio, não haveria necessidade de instruções e advertências. DEUS poderia simplesmente nos mandar fazer a Sua vontade e nós não teríamos como nos opôr. Usando o livre arbítrio, decidimos qual curso de ação será tomada para cada incidente individual com o qual nos deparamos na vida. Usando o livre arbítrio, cada um decide por si mesmo onde passará a eternidade..
DEUS não manda ninguém para o inferno. Nós mandamos a nós mesmos, através das decisões que fazemos nesta vida. Em acréscimo às leis de DEUS escritas em nossos corações, DEUS também infundiu uma fome e um desejo inato de procurá-Lo. Como DEUS é a "Verdade", este desejo inato é o de procurar a "verdade" em todas as coisas. Quando procuramos a verdade e a encontramos, então encontramos DEUS.
Isto nos leva ao propósito deste arquivo. A fim de
encontrar a verdade, nós temos que fazer testes. Temos a obrigação de questionar se estamos no processo de entrar pelo larga porta da perdição ou a porta estreita da salvação. "Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida E RAROS SÃO OS QUE O ENCONTRAM.", Mat 7,13-14. Estes versículos dizem claramente que a maioria de nós está no largo caminho da destruição. Você não quer estar no caminho estreito que leva ao Céu?A fim de se assegurar de que está no caminho certo, você tem que fazer testes. Você é obrigado a verificar todas as opções, examiná-las com o intelecto e fazer com que elas concordem com a consciência. Satanás sabe muito bem se disfarçar e nos enganar, a fim de que acreditemos que algo parece verdade enquanto, na realidade, é erro. . Leia Is 5,20: "Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas". Ele é o responsável por tantos que caminharem pelo caminho largo. Ele está constantemente lhe dizendo que você está no caminho estreito quando, de fato, ele já te colocou no caminho largo, a super rodovia para os seus domínios.
Nós não devemos nos acomodar e aceitar que temos a verdade sem pô-la a prova constantemente. Se você se acomoda e se recusa a testar, existe a chance de que esteja no caminho largo, conforme Mat 7,13-14 está tentando lhe dizer...
Mas como testamos a verdade? Já lhe dei a resposta no primeiro parágrafo. Você deve procurar pelo erro, você tem que ver se a verdade se ajusta ao fato. Aqui estão algumas dicas. Consulte sua consciência enquanto as estuda ...
1. Você já se sentiu desconfortável (em termos de consciência) com alguns versículos da Bíblia que não parecem se harmonizar com o ensinamento da sua Igreja? A Escritura é toda harmoniosa e tudo tem que se encaixar exatamente como num quebra-cabeças gigante.
2. Quando você questiona algum ensinamento, você sempre obtém respostas definidas?
3. Você recebe respostas nebulosas ou sem sentido?
4. Você está absolutamente certo de que está na Igreja que foi fundada por Jesus Cristo? Ele só fundou "UMA" Igreja em Mat 16,18. Aquele versículo não diz "Igrejas". Isso me faz lembrar de 1Cor 10,12: "Portanto, quem pensa estar de pé veja que não caia".
5. Existem hoje mais de 33.800 seitas Cristãs diferentes no mundo. Como você pode ter certeza de que escolheu a certa?
6. Lembre-se que "A VERDADE É UMA SÓ", então como pode haver 33.800 Igrejas Cristãs diferentes, todas elas ensinando UMA VERDADE.
7. Se todas as Igrejas ensinam a mesma verdade, então não deveria haver 33.800, mas apenas uma. O quê um exame de consciência nos diz agora?
8. Isto deve significar que existem 33.799 Igrejas ensinando o erro. Se este é o caso, então deve haver 33.799 Igrejas seguindo o "caminho largo" e só uma no "estreito". Não gosto dessa chance de jogo de 1 em 33.800. Isso incomoda a sua consciência?
9. A maioria das Igrejas alega ser a Igreja da verdade. Em quem você acredita? Qual delas está certa? Qual é a Igreja que a Bíblia diz ser a Igreja da verdade?
10. A Igreja da verdade está escrita na Bíblia. É a única Igreja a qual foi dada a autoridade, aquela na qual habita para sempre o Espírito Santo. João 14,15-17.
11. "Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em DEUS.", Jo 3,21. Este versículo diz tudo.
12. Se você não encontrou a verdade, então você não encontrou DEUS.
Esta é uma mensagem muito séria, que todos deveriam prestar atenção se realmente se importam com sua salvação. Afinal de contas, vocês estão jogando uma Roleta-Russa com as suas almas imortais. Todos nós passaremos a eternidade no céu ou no inferno. Nós próprios fazemos esta escolha com o nosso livre arbítrio. Só temos esta vida para fazer a escolha. Quem sabe quando esta vida vai terminar? Pode ser nos próximos minutos. Não há uma segunda chance. A hora é AGORA!
Você já parou para comparar a eternidade com a vida neste mundo? Este período na terra é insignificante, somente um piscar de olhos, comparado com uma eternidade de torturas no inferno ou com as felicidades inimagináveis do céu. "Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou, tais são os bens que DEUS tem preparado para aqueles que O amam." 1Cor 2,9...
domingo, 25 de julho de 2010
Prece a Nossa Senhora Aparecida
Prece a Rainha do Brasil
Nos tensos dias em que se encontram os brasileiros sob a ameaça de terem de se submeter ao novo plano dos "direitos humanos", surge uma bela oração que descreve a situação Brasil e pede a nossa Rainha Padroeira Nossa Senhora Aparecida que nos livre destes flagelos. Esta belíssima oração foi gravada pelo padre David Francisquini e por isso o Blog dos Defensores da Fé Católica se uni ele nesta prece as pés de nossa Rainha, na certeza e esperança que Ela nos livrará das garras do comunismo ateu e socialista disfarçado sob o título de plano nacional dos direitos humanos.
domingo, 18 de julho de 2010
Pe. David Francisquini(*)
É lugar comum entre os formados na nossa santa religião, o papel da família numa
sociedade digna desse nome. A família constitui o fundamento da ordem que deve reinar entre os homens criados à imagem e semelhança do Criador, para render-lhe glória nesta e na outra vida.Com tais pressupostos, recordemos a cena de outros tempos, quando uma família se reunia junto a um altar para rezar um rosário, gesto que não raras vezes atraía muitas outras famílias naquele sagrado convívio, para se alimentarem do amor de Deus e do espírito de Fé.Já antes da oração, enquanto os homens tratavam de seus negócios e afazeres, suas esposas trocavam notícias e a criançada brincava alegremente de rodas, separadas por sexo. Dessas famílias piedosas, quantas vocações brotavam para o sacerdócio e para os conventos?
Fruto típico e profícuo dessas famílias patriarcais foi a Madre Francisca de Jesus, fundadora, devotíssima de Nossa Senhora e de Jesus Sacramentado. Filha do Barão do Rio Negro, de Petrópolis, ela nos deixou belos exemplos de virtude ao morrer em odor de santidade.
Todos se sentiam na obrigação de se reunir e até mesmo organizar procissões com a participação da vizinhança, até o dia em que construíssem uma capela. A vida religiosa tinha tal impacto e força de propagação que, mesmo sem a presença do sacerdote, os católicos construíam oratórios, capelas, e até igrejas. Assim nascia uma aldeia na Terra de Santa Cruz, que mais tarde seria cidade. Aquele monumento era o seu ponto de referência. Era outro mundo, outra época, outro povo que vivia sob a sombra da Cruz e bafejado pelas saudáveis influências da doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A manifestação da piedade se encontrava centrada na freqüência ao
s Sacramentos e à oração, acompanhados dos atos de devoção. Não havia féretro que deixasse de passar pelo recinto sagrado da capela da aldeia, a fim de receber a bênção dos funerais com cuidado e devoção. O contraste gritante com os nossos dias, quando os defuntos são transportados para o cemitério sem passar pela igreja, faz-nos lembrar a máxima latina: “Talis vita, finis ita”. Tal vida, tal morte! Como se viveu sem praticar a santa religião, assim também morreu e será sepultado. No Brasil de outrora, a vida social girava em torno da Igreja: quer no batismo, na crisma, na primeira comunhão, nos matrimônios, na assistência à missa dominical, nas festas litúrgicas e religiosas, quer nos sepultamentos. Hoje, se o vigário não for zeloso, quase todos morrem sem assistência espiritual.

